3ª FESTA DE SÃO BENEDITO: BIOGRAFIA DO SANTO SÃO BENEDITO, O MOURO

02/10/2013 09:03

Biografia dos Santos: São Benedito, o Mouro

 
Nasceu por volta do ano 1526, em São Filadelfo, nas proximidades de Messina, na Sicília (Itália), filho de pais escravos descendentes de negros etíopes ou de mouros da África. Sofreu preconceito desde pequeno, por sua pele negra foi ridicularizado, chamado de "o mouro". Foi libertado ainda muito jovem por seu Senhor.
 
Manifestou desde os dez anos uma pronunciada tendência para a penitência e para a solidão. Guardando rebanhos, entregava-se à oração, e os maus tratos que recebia dos companheiros foram a ocasião para se voltar com mais fervor para Jesus, fonte de toda consolação. Aos 18 anos, com o fruto de seu trabalho, provia a si mesmo e aos pobres.Tinha vinte e um anos quando foi insultado publicamente por causa de sua cor. A atitude digna e paciente que teve na ocasião não passou despercebida, e o líder de um grupo de eremitas franciscanos o convidou a fazer parte da comunidade. Benedito aceitou o convite e depois de 5 anos, irmão Benedito fez sua profissão religiosa, professando a irmã pobreza, a obediência, a castidade e vida de contínua penitência. No eremitério viviam a perfeita pobreza como ensinava a regra do seráfico Pai Francisco de Assis. 
 
Aos poucos o povo da cidade e região foi percebendo naquele irmão negro, de olhar brilhante e sorriso luminoso, algo de extraordinário e sobrenatural. O povo cada vez mais queria ouvir os conselhos do irmão Benedito e ser por ele abençoado, longas filas eram formadas todos os dias na porta do mosteiro.

Com a morte de frei Jerônimo, os eremitas procuraram abrigo em outros conventos franciscanos. Frei Benedito foi para o convento de Santa Maria de Jesus, na Sicília, onde permaneceu até a morte. O primeiro trabalho de Benedito foi como cozinheiro, ele transformou a cozinha num santuário de oração.
 
Em 1578, eles precisaram de um novo guardião (título dado ao superior), e Benedito foi o escolhido, apesar de ser leigo e analfabeto. Ele só aceitou o cargo depois de compreensível relutância, mas administrou o mosteiro com grande sucesso, tendo adotado uma interpretação bem mais rigorosa das regras franciscanas. 
 
A sua conduta no cargo justificou plenamente a escolha dos superiores: foi respeitoso para com os padres, caridoso para com os irmãos leigos, condescendente para com os noviços, e foi por todos respeitado, sem que ninguém tentasse abusar de sua humildade. Sua confiança na Providência foi sem limites: recomendara ao porteiro jamais recusar esmolas aos pobres que se apresentassem. Dava a seus religiosos o exemplo de todas as virtudes. Era sempre o primeiro no coro e nos exercícios da comunidade, o primeiro na visita aos doentes e no trabalho manual. Na direção do noviciado demonstrou uma grande doçura e consumada prudência: os noviços tiveram nele um guia seguro, um pai cheio de ternura e um excelente mestre da Escritura, cujas leituras do Ofício lhes explicava com surpreendente facilidade.
 
 
Sem saber ler nem escrever, tinha, manifestamente, o dom da ciência infusa, acontecendo-lhe de dar respostas luminosas a mestres em Teologia que o vinham consultar. A este dom unia também o da penetração dos espíritos e dos corações. Diz a tradição que ele tinha a ajuda de um anjo que o ensinava, pois foi um excelente dirigente do monastério e além disso os milagres a ele atribuídos conquistaram um aumento enorme nas visitas, as mais variadas (de monarcas a mendigos) ao monastério. Sua vida tornou-se um exercício contínuo de todas as virtudes, e Deus lhe concedeu o dom de operar milagres. 
 
Terminado o tempo de seu cargo, voltou novamente ao ofício de cozinheiro, felicíssimo por reencontrar a vida obscura e oculta, objeto de todos os seus desejos. 
 
No ano de 1589, Frei Benedito com 63 anos percebe que é chegada a hora de sua partida para a pátria celeste. Suas forças chegam ao fim, com o olhar fixo no alto, implora o perdão dos confrades e tendo o rosto transfigurado, entrega sua santa alma a Deus. Morreu docemente no dia 4 de abril. 
 
Quando veio a falecer o Rei Felipe III da Espanha mandou erigir uma tumba especial para ele, um simples frade. A tradição diz que quando suas relíquias foral trasladas, anos depois, seu corpo estava incorrupto.
 
Foi canonizado em 1807, e normalmente em suas imagens traz o menino Jesus nos braços, que lhe foi colocado por Maria Santíssima, pela sua grande devoção, e pela suave doçura com a qual Jesus preencheu o seu coração. 
 
São Benedito foi chamado de "O Santo Mouro", por causa de sua cor negra. Sua festa litúrgica é celebrada em 5 de outubro. 
 
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