Apenas 10% dos pacientes hipertensos mantêm a doença sob controle

27/11/2012 08:22

 HIPERTENSÃO ARTERIAL

 

Cinco a seis vezes mais frequente que o diabetes, a hipertensão arterial é uma doença crônica que exige tratamento contínuo para o seu controle, já que não existe cura. Além de medicamentos, é preciso mudar o estilo de vida: alimentação saudável, eliminação do tabagismo e do álcool, atividade física e redução do nível de estresse. Embora a hipertensão seja doença grave, um percentual elevado de pacientes não dá importância aos riscos das suas complicações.
     
Não Controlam

No Brasil estima - se uma população de 35 milhões de hipertensos. Desses, 15 milhões não sabem que têm a doença. Segundo Edna Rezende, o diagnóstico atinge pouco mais da metade: 50,8% dos pacientes. Dos diagnosticados, 40% aderem ao tratamento e desses, só 10,4% têm a hipertensão controlada. Na Bahia a estimativa indica 1.516.597 de hipertensos, sendo 877.529 (57,7 %) o total de cadastrados.

Os números mostram também que a doença avança com a idade. Atinge 23,3 da população acima de 18 anos; dos 55 aos 64 anos, sobe para 51,6%, chegando a 60% nas pessoas acima dos 65 anos. A hipertensão é mais frequente na população feminina: 66,4 mulheres e 51,46% dos homens.

Portanto -explicou - com o aumento da expectativa de vida da população é muito importante atuar na prevenção, diagnostico e controle da hipertensão para evitar suas complicações. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das complicações mais frequentes, além de problemas renais e de visão.
A hipertensão atinge pessoas economicamente ativas, respondendo por 40% das aposentadorias precoces do INSS. É importante causa de faltas ao trabalho, além de representar 14,4% das internações hospitalares na faixa etária dos 30 aos 60 anos.


A hipertensão sem controle reduz a expectativa de vida em 30% porque está entre os fatores de risco para as doenças cardiovasculares, principal causa de óbitos no País: 55,35% do total, seguido pelas neoplasias (24,83%). As doenças respiratórias crônicas representam 12,33% e o diabetes, 7,49%. Portanto -explicou Edna Rezende - é fundamental controlar a hipertensão, tanto quando existe isoladamente ou quando associada a outras doenças, como obesidade e diabetes, por exemplo. É muito importante que o paciente mude os hábitos alimentares, tendo o cuidado de reduzir o consumo de sal. Devem ser evitados embutidos e enlatados e os queijos amarelos e duros. Também devem estar fora da dieta molhos e sopas prontas, bem como os salgadinhos porque são muito ricos em sódio.

 


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