BRASILEIROS DECLARAM INSATISFAÇÃO NA VIDA SEXUAL

27/01/2014 14:55

62% dos homens têm dificuldades em mante ereção e apenas 22% das mulheres chegam ao orgasmo

Há quem diga que a performance dos brasileiros é uma das melhores do mundo quando o assunto é o sexo. Apesar da fama, parece que a população em geral não anda lá muito satisfeito com a vida sexual.

Uma pesquisa realizada com 1.004 homens e mulheres, com idades entre 18 e 65 anos, revelou que 51% dos entrevistados estão insatisfeitos com sua vida sexual.
Na amostra, 89% dos participantes estavam em uma relação estável.

O levantamento, patrocinado por um fabricante de preservativos, também mostrou que 62% dos homens têm dificuldades em manter a ereção e apenas 22% das mulheres conseguem chegar ao orgasmo sempre que tem relações sexuais.

Os resultados foram apresentados pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (ProSex) durante coletiva de imprensa realizada na última terça-feira em São Paulo.

O levantamento faz parte de um dos maiores estudos já feitos sobre comportamento sexual da população. O trabalho envolve 29 mil pessoas de 37 países e é reprocessado a cada dois anos.

Na opinião de Carmita Abdo, entre as principais razões para a insatisfação sexual está a falta de comunicação. O sexo ainda é um tabu para boa parte da população. A maioria dos casais não se sente  confortável em discutir abertamente os seus desejos e possíveis problemas durante a relação. Sem diálogo fica difícil resolver o que incomoda”, afirma.

Sem diálogo e também sem o  reconhecimento de que existe um problema, o que ocorre com a maioria. Mais de 60% das pessoas que participaram do estudo afirmaram ter dificuldade de admitir que tem um problema sexual.

O engenheiro L.B, 45 anos, não participou do estudo, mas também  é um dos que resiste em procurar ajuda. Jovem e saudável, há pelo menos seis meses não consegue manter a ereção.

“Sei que tem algo de errado comigo porque sempre fui muito ativo sexualmente e, de uma hora para outra, me vi sem libido e com essa dificuldade de ereção, mas deve ser uma fase. Logo passa”.

Questionado se conversou com a esposa sobre o problema ou procurou um especialista, a resposta é a de que não há necessidade.

“Sou homem! É difícil reconhecer isso para alguém, mesmo que seja para um médico, profissional que pode te ajudar a resolver esse problema. Só tive coragem de compartilhar com um amigo”, diz o engenheiro, que só aceitou dar esse entrevista com a garantia do anonimato.

De acordo com o psicólogo e terapeuta de casal, Alexandre Coimbra, a vida sexual pode interferir na relação a dois. “O sexo pode ter maior ou menor importância em uma relação, mas é importante. Há uma dificuldade de se abrir não apenas quando o assunto é o sexo, mas também com os problemas emocionais. Normalmente, tende-se a fugir do que incomoda e não resolver”, diz o terapeuta.

Apesar de insatisfeitos, metade dos entrevistados afirmam ter relação sexual ao menos três vezes por semana. “Nesse caso, está valendo a máxima de que quantidade não significa necessariamente qualidade”, diz Carmita Abdo. (A Tarde)

 

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