CASO PC FARIAS. VOCE LEMBRA?

06/05/2013 12:49

CASO PC FARIAS: julgamento de acusados pela morte de empresário começa nesta segunda-feira

 
 
Empresário e sua namorada foram mortos em 1996 em uma casa de praia em Alagoas
 
Quase 17 anos após o crime, os quatro policiais militares denunciados sob acusação de envolvimento nas mortes de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, serão levados a júri popular nesta segunda-feira (6). O casal foi encontrado morto em 23 de junho de 1996, com um tiro cada um, na casa de praia de PC Farias, em Guaxuma, litoral norte de Maceió.
 
 
Tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor em 1989, PC Farias é tido como articulador do esquema de corrupção no governo denunciado à época. A expectativa inicial é a que o júri se estenda até sexta-feira (10).
 
De acordo com a Promotoria, a morte de PC Farias foi investigada como “queima de arquivo”, pois ele era acusado de sonegação de impostos e enriquecimento ilícito e poderia revelar outros envolvidos.
 
Os policiais Adeildo dos Santos, Reinaldo de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva são acusados de participação nas mortes ou, no mínimo, de omissão ao não evitá-las, já que eram seguranças de PC. No total, serão ouvidas mais de 25 testemunhas entre acusação e defesa.
 
“A tese do suicídio de Suzana foi descartada pelos peritos”, disse o promotor Marcos Mousinho, em referência às primeiras conclusões da polícia, em 1996, de que Suzana havia matado PC por ciúme e, depois, se suicidado.
 
Investigações posteriores mostraram que o primeiro laudo, do legista Badan Palhares, considerava Suzana mais alta do que realmente era – ponto crucial para compreender o disparo. Palhares sempre defendeu seu laudo.
 
Em 1999, a Folha de São Paulo publicou fotos que comprovaram que Suzana era mais baixa que PC. Embora considerem o caso um crime de mando, polícia e Ministério Público nunca chegaram ao mandante.
 
O advogado dos ex-seguranças, José Fragoso Cavalcanti – que também defendeu Augusto Farias -, afirma que provará no júri que Suzana matou PC Farias e se matou. Ele tentará provar que o primeiro laudo estava correto. “O que importa é a altura da Suzana sentada, pois ela estava sentada quando disparou”, diz.
 
Em caso de condenação, a pena varia entre 12 e 30 anos para cada crime, ou seja, o tempo de prisão deverá ser multiplicado por dois porque a ação penal envolve duas vítimas fatais”, esclareceu a autoridade ministerial.
 
Redação do chorrochoonline.com
 
Fonte: Só noticias
 

 


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