Dilma faz discurso de candidata na ONU

24/09/2014 21:02

Em pronunciamento na Assembleia-Geral das Nações Unidas, presidente elogiou o próprio governo - como faz quando sobe em palanques pelo Brasil

Gabriel Castro
Púlpito ou palanque? Presidente Dilma Rousseff, durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas

Púlpito ou palanque? Presidente Dilma Rousseff, durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas(Ballesteros/EFE)

A presidente Dilma Rousseff discursou nesta quarta-feira na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Mas Dilma candidata não perdeu a chance de usar a tribuna: parte do pronunciamento foi muito similar às falas da petista nos palanques eleitorais: ela elogiou o próprio governo em diversas áreas, como educação, economia e o combate à corrupção.

Ignorando os seguidos escândalos que assolam o governo, Dilma pregou o "respeito à coisa pública e combate sem tréguas à corrupção". "Essa é uma responsabilidade que assumimos ao fortalecer nossas instituições", disse, antes de citar a criação do Portal da Transparência, a Lei de Acesso à Informação e as leis que punem "tanto o corrupto quanto o corruptor".

Quando falou de economia, a presidente também usou praticamente o mesmo discurso que faz nos palanques eleitorais: disse que o Brasil resistiu à crise econômica global sem cortar empregos e mantendo no lugar os fundamentos macroeconômicos. "Não descuidamos da solidez fiscal e da estabilidade monetária, e protegemos o Brasil frente a volatilidade externa", declarou. Ela admitiu, entretanto, que o país foi afetado pela turbulência: "Ainda que tenhamos conseguido resistir às consequências mais danosas da crise global, ela também nos atingiu de forma mais aguda nos últimos anos", afirmou.

Dilma, que nunca menciona o casamento gay em seus discursos como presidente ou candidata, colocou na conta dos avanços brasileiros até mesmo a decisão do Supremo Tribunal Federal que instituiu a união civil entre pessoas do mesmo sexo, posteriormente convertida em casamento pelo Conselho Nacional de Justiça: "A Suprema Corte do meu país reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurando-lhe todos os direitos civis daí decorrentes", afirmou.

O discurso de Dilma nas Nações Unidas deve ser usado no programa eleitoral da petista. Os meios de divulgação da campanha, como o site Muda Mais, transmitiram ao vivo a fala da petista em Nova York.Com informações veja.

 

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