Dois meses após cirurgia, Chávez volta de surpresa à Venezuela

18/02/2013 11:10

 

                                  

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou na madrugada desta segunda-feira a Caracas, após dois meses de recuperação devido à quarta cirurgia contra um câncer na região pélvica. Ele saiu de Cuba e foi internado em um hospital militar na capital venezuelana.

Chávez viajou a Havana em 10 de dezembro, onde foi operado para retirar parte do tumor maligno, contra o qual luta desde junho de 2011. Desde então, ele não apareceu publicamente e suas primeiras imagens foram reveladas na última sexta (15).

 

  Reprodução/@chavezcandanga  

A notícia foi revelada pela conta do próprio mandatário no microblog Twitter, que também não era atualizada há dois meses. Ainda não se sabe se foi ele mesmo ou algum assessor ou familiar que colocou as mensagens na internet.

"Chegamos de novo à Pátria venezuelana. Obrigado meu Deus!! Obrigado Povo amado!! Aqui continuaremos o tratamento. "Obrigado a Fidel, a Raúl e a toda Cuba!! Obrigado a Venezuela por tanto amor!!"

"Continuo ligado a Cristo e confiante em meus médicos e enfermeiras. Até a vitória sempre!! Viveremos e venceremos!!".

Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza, que também é genro de Chávez, o venezuelano chegou a Caracas for volta das 2h30 locais (4h em Brasília) e foi internado no Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo, onde continuará seu tratamento após a cirurgia.

Após a chegada do presidente, os ministros comemoraram a volta, alguns cantando. O vice-presidente, Nicolás Maduro, disse que os integrantes do governo estavam muito felizes com a volta do mandatário, mas lembrou que o estado de saúde dele ainda é grave.

"Com certeza o maior sorriso, a maior alegria está no coração de milhões de homens e mulheres. Dizemos a eles que essa batalha continua e que nosso comandante está aqui junto com seu povo", disse.

Nas ruas de Caracas, militantes soltaram fogos e comemoraram em frente ao Palácio de Miraflores, sede do governo do país sul-americano. Maduro pediu, no entanto, que os aliados do presidente evitem atos em frente ao hospital em que está internado para não perturbar o tratamento.


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