Escândalos de corrupção fazem obras da Transposição e Transnordestina caminharem a passos lentos

11/05/2015 11:37

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Consideradas grandes vitrines do governo federal no Nordeste, as obras de transposição do Rio São Francisco e da Transnordestina caminham a passos lentos nas proximidades de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. Desde que o escândalo do petrolão estourou, devido às investigações da Operação Lava Jato, o número de funcionários nas duas obras diminuiu, atrasando ainda mais as intervenções previstas para 2016 (transposição) e 2017 (Transnordestina).

Em um dos trechos das transposição, por exemplo, onde ainda ocorre a etapa de concretagem dos canais, trabalham pouco mais de cem operários. O número vem aumentando aos poucos, segundo funcionários. “A obra não chegou a parar completamente, mas diminuiu bastante o número de gente trabalhando aqui. Foi mais ou menos depois que a Lava Jato estourou de vez, de novembro para cá. Chegou até a parar uma das etapas do cimento para os canais”, disse um dos operários que pediu para não se identificar.

A Mendes Júnior é a empresa responsável por tocar a transposição. A construtora está envolvida nas investigações no esquema de corrupção na Petrobras e teria iniciado uma série de demissões em Salgueiro e proximidades depois que as irregularidade vieram à tona.

Outro problema que surgiu depois das investigações da Polícia Federal foi o atraso de salários dos funcionários terceirizados. Segundo informações dos trabalhadores, alguns setores, como vigilância e transporte, estão com até cinco meses de atraso. Tudo por conta da falta de repasse da Mendes Júnior para as empresas que prestam serviços na obra. “Teve mês que só tinha ovo para almoçar por aqui”, reclama um dos operários de segurança.

Orçada em R$ 8,2 bilhões, a transposição já consumiu R$ 6,24 bilhões. A obra conta atualmente com 9.193 funcionários, segundo o Ministério da Integração Nacional. A previsão era que o projeto fosse entregue em 2010. Cinco anos atrasada, a construção está 73,7% concluída, sendo 75,1% no Eixo Norte (que engloba Pernambuco, Ceará e Paraíba) e 71,6% no Eixo Leste (Pernambuco e Paraíba). De acordo com o ministro Gilberto Occhi, a promessa é que tudo seja entregue no primeiro semestre de 2016, ou seja, com seis anos de atraso. Por enquanto, a única água que se vê nos canais é da chuva que, vez por outra, cai no Sertão.

Transnordestina

Na Transnordestina, é possível encontrar uma pilha de trilhos estocada no entorno de Salgueiro, sem que haja algum tipo de proteção contra a erosão do solo e da chuva. Além disso, as plantas dividem o espaço com os trilhos, formando quase uma simbiose com o material. No ferrovia propriamente dita, apenas a vigilância da empresa terceirizada. No trecho próximo a Salgueiro a obra é dada como finalizada. Movimento mesmo, no entanto, só o de alguns vaqueiros que utilizam o caminho da via para se deslocar no meio do Sertão, em um cenário de solidão.

A Transnordestina começou a ser construída em 2006, ainda no governo Lula. O projeto prevê 1.728 quilômetros de ferrovia atravessando o Nordeste. (fonte: JC Online)

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