Estação do Metrô de Lauro de Freitas pode levar nome de Antônio Conselheiro

13/11/2017 19:07

Indicação foi feita pelo deputado Rosemberg Pinto ao governador Rui Costa

 

Em homenagem aos 120 da Guerra de Canudos, ocorrida no interior da Bahia de 1896 a 1897, o deputado Rosemberg Pinto (PT) indicou ao governador Rui Costa (PT) que a Estação do Metrô de Lauro de Freitas seja batizada como Estação Antônio Conselheiro.

Conforme o parlamentar petista, trata-se de um dos acontecimentos da história recente do estado que mais gera interesse de estudiosos, artistas e do público em geral em todo o Brasil. Neste ano, também relembramos os 120 anos de morte de Antônio Conselheiro, líder da comunidade canudense, detentor de uma trajetória de vida que o coloca como um dos mais importantes vultos da história do Brasil.

“A imagem da organização do popular de Canudos e desta Guerra deve ser perpetuada para refletirmos, respectivamente, sobre o quão é forte o povo unido e das responsabilidades que o estado tem para com quem o sustenta, principalmente os mais vulneráveis socialmente”, afirma o deputado.

Neste ano de celebração, Rosemberg ainda promove, no próximo dia 23 de novembro, no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), a Sessão Especial em comemoração aos 120 anos do acontecimento.

"É uma iniciativa legítima, pois Canudos representa a luta do povo baiano por dias melhores, ao contrário do que se possa definir como guerra, entendemos que ali aconteceu um massacre contra o povo', concluiu.

 

GUERRA DE CANUDOS

A Guerra de Canudos é oriunda de uma série de fatores como fome, seca, miséria, violência e abandono político que culminou na união popular, regida pela fé e sob a liderança de Antônio Conselheiro.

Antônio Vicente Mendes Maciel, popular Antônio Conselheiro, foi um beato, líder religioso e social. Nasceu em 13 de março de 1830, na cidade de Quixeramobim (CE), e faleceu em 22 de setembro de 1897, em Canudos, no nordeste baiano. Era considerado um fora da lei pelas autoridades locais.

Canudos surgiu de uma pequena aldeia durante o século 18, às margens do rio Vaza-Barris, e com a chegada de Antônio Conselheiro, em 1893, cresceu vertiginosamente e em poucos anos passou a contar com aproximadamente 25 mil habitantes.

Com a prosperidade, o município passou a ser um incômodo às autoridades políticas e religiosas locais. Com o pretexto de um problema comercial sobre a compra de madeira na cidade de Juazeiro foi motivo para que uma tropa de soldados da polícia baiana investisse contra os seguidores do Conselheiro, em novembro de 1896.

Em virtude da derrota dos policiais, somada a invenção do desejo desta população retornar ao regime monárquico, iniciou-se a Guerra de Canudos, para qual foram mobilizadas tropas do exército em três expedições, e em 5 de outubro de 1897, o fim chegou ao povoado com 12 mil soldados de 17 regiões do Brasil, distribuídos em quatro expedições militares, que participaram desse que pode ser considerado o maior massacre em território nacional com a morte de mais de 25 mil pessoas, 5,2 mil casebres destruídos a fogo pela tropa e o corpo de Antônio Conselheiro foi exumado, decapitado e queimado.

 

Foto: Ascom/Divulgação

Data: 13/11/2017


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