Estado destina leitos para baianos com síndrome de Guillain-Barré

13/07/2015 18:51
Um grupo de trabalho do Governo do Estado está atuando desde janeiro para o enfrentamento à epidemia das doenças Dengue, Chikungunya e Zika, todas transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. O Zika Vírus está relacionado ainda à Síndrome de Guillain-Barré, doença que provoca a paralisia inicialmente dos membros inferiores, pernas e pés, e que, e se não for tratada, pode evoluir e levar à morte. O Estado destinou 36 leitos para receber exclusivamente pacientes vítimas desta síndrome, que, até esta segunda-feira (13), contabiliza 76 casos suspeitos da Síndrome de Guillain-Barré. Do total, 42 foram confirmados.
Segundo o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas, o Estado tem um projeto de combate e contingência para as epidemias. “A Zika veio associada ao aumento do número de registros da Síndrome de Guillan Barré. Estamos acompanhando de perto o aparecimento de novos casos e bloqueamos leitos em toda a rede hospitalar. Nosso projeto de enfrentamento foi submetido ao ministério há cerca de 60 dias, solicitando um aporte de R$ 15 milhões. Eu e o governador Rui Costa vamos a Brasília esta semana solicitar ao Ministério da Saúde uma participação neste enfrentamento que vem sendo todo feito exclusivamente com recursos do Estado da Bahia”. 
 
De acordo com a diretora do Hospital Couto Maia, Ceuci Nunes, menos de 1% das pessoas que tiveram Zika Vírus vão desenvolver a Síndrome de Guillian-Barré. “Os primeiros sintomas da síndrome são a fraqueza e a dormência começando pelos membros inferiores, e, nestes primeiros indícios, a pessoa deve procurar logo um serviço médico”. Segundo ela, os primeiros sintomas da Guillian-Barré aparecem de sete até 30 dias após a infecção do Zika Vírus. 
 
“As pessoas que tiverem um quadro de infecção da Zika e, depois de curadas, percebem os sintomas da síndrome devem procurar um posto de saúde ou uma Unidade de Pronto Atendimento [UPA]. Se for confirmada, a pessoa ficará internada nos hospitais com leitos disponíveis para estes casos”, explicou a diretora. 
 
Ainda segundo Nunes, das três doenças, a considerada mais grave é a dengue, que, na sua fase aguda, pode levar à morte e se caracteriza pela prostração e febre alta. “Depois vem a chikungunya, que tem sintomas parecidos com a dengue, mas embora seja mais leve, pode deixar dores nas articulações por até dois anos. Agora temos o Zika Vírus, que apresenta como maior sintoma a lesão de pele e coceira. Temos visto que depois de identificada essa doença do Zika Vírus, foi registrado também um aumento nos registros da Síndrome de Guillan-Barré, e a literatura médica já mostrava essa possibilidade”. 
 
Prevenção 
 
A única forma de se evitar as três doenças, até o momento, é acabar com os focos do mosquito Aedes Aegypti. Para isso, é necessário que a população tome cuidado para não deixar caixas de água sem tampa nem água parada em baldes, vasilhas descartadas, vasos de plantas ou mesmo em recipientes menores, como tampinhas de garrafa ou cascas de ovos, locais próprios para a reprodução do mosquito.
 
O uso de repelente também é recomendado, lembrando-se que o Aedes Aegiyti vive em ambiente doméstico. Proteger os pés, tornozelos e pernas também é importante, já que o mosquito voa baixo, atacando geralmente no início da manhã e no final da tarde. (SECOM)
 
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