G1 já viu: Novo 'X-Men' é para fãs, mas peca com blablablá nas batalhas

23/05/2014 13:25

 

Carismáticos, Jackman e Jennifer Lawrence se destacam entre mutantes.
Eles voltam no tempo para evitar extinção; estreia no Brasil é nesta quinta.
Hugh Jackman em cena de ‘X-Men: Dias de um futuro esquecido’ (Foto: Divulgação)Hugh Jackman em cena de ‘X-Men: Dias de um futuro esquecido’. Ator é destaque no filme (Foto: Divulgação)
"X-Men: Dias de um futuro esquecido", que estreia nesta quinta-feira (22) no Brasil, é a tentativa de unir os personagens da primeira trilogia (2000-2006) com os da nova, iniciada em "X-Men: Primeira classe" (2011). Algo que Patrick Stewart, o Professor Xavier "do futuro" neste filme, já viu como funciona em "Star Trek: Generations" (1994), quando ele era Capitão Picard e interagiu com Capitão Kirk (William Shatner), o antigo capitão da Enterprise.
"Dias de um futuro esquecido" já começa com alto teor de adrenalina. No futuro, uma máquina é criada para eliminar mutantes com eficácia. Assim surgem os Sentinelas, que possuem tecnologia para se adaptar às habilidades dos heróis. Estes, então, não têm chances para se defender – a não ser que voltem ao passado e impeçam a criação das máquinas.Diferentemente deste filme, a nova produção de Bryan Singer – que trabalhou como diretor no primeiro capítulo da versão anterior, "X-Men: O filme" (2000) – foi feita para os fãs. Ela traz uma história popular, apostando nos efeitos especiais e se concentrando nos atores mais conhecidos da trama. Hugh Jackman em uma de suas melhores atuações como Wolverine, é o ponto central da trama. Já a bela Jennifer Lawrence, embora esteja azul na pele de Mística, mostra seu corpo visivelmente mais magro e quase nu durante quase todo o filme. Jackman também aparece sem roupas em uma das cenas, podendo provocar suspiros nos cinemas.
E essa adaptação tem a ver com as habilidades de Mística em se transformar em qualquer pessoa. Ao tentar matar o criador dos Sentilenas, Bolívar Trask (um Peter Dinklage bem diferente de "Game of Thrones") tem seu código genético roubado e estudado para criar a versão futura dos robôs Sentinelas.
Jennifer Lawrence em cena de ‘X-Men: Dias de um futuro esquecido’ (Foto: Divulgação)Jennifer Lawrence em cena de ‘X-Men: Dias de
um futuro esquecido’ (Foto: Divulgação)
 
De volta para o futuro
Nos quadrinhos, quem retorna é a Lince Negra (Ellen Page, com a mesma atuação robótica do game "Beyond: Two Souls", do PS3). No desenho animado da década de 1990, Bishop era o designado. E no filme, por conta do carisma do ator, o escolhido para a voltinha ao passado é Wolverine.

 

Não é o personagem que volta no tempo, e, sim, sua memória. Isso o faz encarnar o herói em 1973, 50 anos antes da extinção dos mutantes pelos robôs.
No passado, Wolverine ainda assume um papel de líder e, por saber do destino de seus amigos mais jovens, faz piadas e trocadilhos. Já Lawrence, cuja personagem é a culpada pelo destino dos mutantes, faz o papel da bonitinha que se sente culpada e quer mudar o mundo. Nada tão diferente do que faz na saga "Jogos vorazes". Levando em conta que o filme mostra versões do futuro e do passado dos heróis, fez falta a beleza de Rebecca Romin, a Mística dos primeiros filmes da franquia.
Um ponto que não foi desenvolvido bem na trama é o triângulo amoroso entre ela, a versão jovem de Professor Xavier (com James McAvoy mais à vontade no papel) e de Magneto, reservada apenas para conversas entre os dois homens. Aliás, Michael Fassbender, que faz o mutante que controla metais, é fundamental na história e o ator até que se esforça no papel. Ainda assim, não faz justiça ao filme anterior ou aos outros de que participou.
Michael Fassbender em cena de ‘X-Men: Dias de um futuro esquecido’ (Foto: Divulgação)
Michael Fassbender em cena de ‘X-Men: Dias de
um futuro esquecido’ (Foto: Divulgação)
Como uma boa trama de super heróis, há muitos efeitos especiais. O destaque fica por conta de duas cenas. Há um momento em que o espectador acompanha um dos heróis que corre em altas velocidades do seu ponto de vista, com gotas de água e objetos parados no ar enquanto ele se apressa para resolver a situação. No final, há uma batalha nas duas épocas, e Magneto carrega um estádio de beisebol.
O lado ruim é que, nas boas cenas de batalhas, Bryan Singer pausa a ação para contar um pouco mais da história, frustrando o fã que quer ver seus mutantes favoritos usando seus poderes. A escolha é diferente da vista em "Os Vingadores", com confrontos mais longos.
No clímax da ação, a batalha se desenvolve dando a entender que futuro e passado estão alinhados. No final, há mais bate-papo para entender os riscos de se mudar a linha do tempo do que efetivamente socos, chutes e explosões. O fã que não se importar com um pouco de blablablá mutante terá o filme dos X-Men com que sempre sonhou.
Cena de ‘X-Men: Dias de um futuro esquecido’ (Foto: Divulgação)Cena de ‘X-Men: Dias de um futuro esquecido’ (Foto: Divulgação)

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