HISTÓRIA DE CHORROCHÓ: Memória dispersa de Chorrochó (XV): tempo de Josiel

07/04/2014 08:28

   

José Calazans Bezerra (Josiel) nasceu em Quijingue, ainda município de Tucano e se mudou jovem para Chorrochó. Elegante, cabelos negros, boa pinta, sorriso fácil, educadíssimo, logo ganhou a simpatia de todos, ou de quase todos de Chorrochó.

              Casou-se com Maria Menezes Mattos Bezerra, filha de Anna Mattos de Menezes (Quininha) e João Matos Cardoso e com ela constituiu uma família decente e honrada, incluídos aí os filhos José Calazans Bezerra Filho, Ana Maria Mattos Bezerra Brandão e Josiel Calazans Menezes Bezerra. Todavia, isto é assunto longo para quem entende de história e este não é o meu caso. A memória esburacada pode produzir o vexame de grafar nomes errados, confundir datas e misturar alhos com bugalhos. Corro o risco de arranhar os fatos e mutilar a história. É melhor deixar a tarefa para os entendidos.

               Mas – e sempre há um mas - Josiel entrou na política, impulsionado pelos ventos oriundos de uma divisão interna no seio da família Menezes e se elegeu prefeito de Chorrochó com 1.888 votos apoiado pelos deputados estaduais José Bezerra Neto e José Eloy de Carvalho e de duas lideranças nacionais, ícones da política da Bahia, os deputados federais Manoel Cavalcanti Novaes, pernambucano de Floresta e sua esposa, a paulista Necy Novaes.

               Município novo à época (1963/1967), Chorrochó vivia um clima saudável com um prefeito jovem, socialmente admirável. Josiel cercou-se de nomes respeitáveis da sociedade chorrochoense a exemplo de José Pacheco de Menezes (Deca), João Mattos Cardoso e Joviniano Cordeiro. A Câmara Municipal deu-lhe folgada maioria com os vereadores Sebastião Pereira da Silva (Baião), Aurélio Alves de Barros, Lucas Alventino, Pascoal de Almeida Lima e seu cunhado Vivaldo Cardoso de Menezes. Vivaldo era um senhor versátil, que entendia desde burocracia da fiscalização estadual até política de bastidores de Chorrochó e instrumentos musicais.

              A administração de Josiel registrou alguns feitos compatíveis com as condições que o município permitia na ocasião: construiu uma barragem para abastecer a sede do município, iniciou a construção do Grupo Escolar Luís Viana Filho e do Posto Médico Francisco Pacheco (terminado na segunda administração de Dorotheu Pacheco de Menezes) e impulsionou o esporte local, além da conservação de estradas, prédios públicos e do campo de aviação.

               Ainda hoje Josiel ostenta grande carisma político incompatível com o ostracismo a que se impôs voluntariamente. Simpático, atencioso, sensato, indispensável em qualquer reunião de amigos. Afastou-se de disputas eleitorais, embora nunca tenha se afastado de Chorrochó. É um assíduo freqüentador e participante ativo da principal festa da cidade, a do padroeiro Senhor do Bonfim.

              Pessoa admirável, Josiel também é partícipe da história de Chorrochó.         

             araujo-costa@uol.com.br         

 

www.chorrochoonline.com

Informação Entretenimento e Cultura

Fonte: Blog do Walter

 

 

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