Náufrago que passou 13 meses perdido no mar afirma que foi Deus quem o salvou

06/02/2014 14:48

 

Poucas pessoas receberam tanta atenção 

Poucas pessoas receberam tanta atenção da mídia mundial esta semana quanto José Salvador Alvarenga, 37, que sobreviveu durante mais de um ano perdido no oceano. Ele conta que foram 13 meses tomando água de chuva e comendo aves, peixes e tartarugas crus, que caçava com as mãos. Por vezes, precisou beber a própria urina ou beber sangue de tartaruga. 

Sua história mais parece saída de um filme e muitos chegaram a questionar sua veracidade. Nascido em El Salvador, vivia no México há mais de 15 anos, Alvarenga saiu para pescar tubarões 21 de dezembro de 2012. Ele estava com um adolescente chamado Ezequiel, que acabou morrendo quatro meses após o naufrágio. 

Alvarenga ficou à deriva, em uma barco de fibra de vidro medindo sete metros e com um motor pifado. Sua viagem improvável só foi acabar quando a embarcação foi arrastada até um recife perto ao atol de Ebon, nas Ilhas Marshall. Foram mais de 10 mil quilômetros percorridos ao sabor das correntes. 

Perguntado sobre como sobreviveu, ele apontou para cima e disse: “foi Deus …. A minha fé em Deus.” Entre as muitas entrevistas que concedeu nos últimos dias, contou que após Ezequiel morrer, pensou em suicídio. Foi então que decidiu começar a orar constantemente: “Eu pedi para Deus me salvar… Mantive minha mente em Deus. Se tivesse que morrer, teria estado em companhia de Deus. Por isso não tive medo”. 

Isso não o isentou de sofrimentos, “não sabia a hora nem o dia, nem a data. Eu só sabia quando tinha sol e quando era noite… nunca vi a terra, só o oceano, sempre muito calmo. Apenas uns dois dias vi ondas grandes”. 

Conta ainda que quando a embarcação foi arrastada até a terra começou a clamar “Oh Deus bendito”. Pulou do barco e com muita dificuldade nadou até a praia, onde desmaiou. 

Os moradores da ilha não compreendiam o que Alvarenga dizia, pois ele só fala espanhol. Pouco tempo depois sua história incrível virou manchete em jornais pelo mundo todo. As autoridades locais estão encaminhando a documentação para que possa ser repatriado. 

Embora tenham surgido especulações sobre a veracidade de seu relato, um jornal mexicano visitou a aldeia de Tonalá, onde Alvarenga disse que morava no México. Os pescadores locais dizem que se lembram dele e do dia em que foi para o mar e não voltou. Todos julgavam que havia morrido, pois barcos foram enviados para procurá-lo e mais tarde o Estado enviou um avião. 

“É uma grande surpresa”, afirmou o pescador Belarmino Rodriguez Solis, um vizinho de Alvarenga. “Ninguém sobrevive mais de três ou quatro meses nessas condições”. Com informações CNN.


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