OAS, UMA EMPRESA FAMILIAR E ADVERSÁRIA

08/01/2016 13:55
Tereza e César Mata Pires, a tia e o tio de "consideração" de ACM Neto
Política Livre
 
A campanha de 2012 ainda nem havia começado, mas ACM Neto (DEM) já sabia que enfrentaria a OAS como adversária. Dava-lhe esta certeza a eleição anterior, que perdeu para o então prefeito João Henrique, numa disputa da qual participou como candidato do PT à Prefeitura o senador Walter Pinheiro, e a inimizade com a tia Tereza Mata Pires e seu marido, César, dono da empreiteira, que se tornou pública depois da morte de seu avô, ACM.
O desentendimento familiar chegou ao ápice no ano eleitoral de 2008, quando, a pedido do casal, a Justiça autorizou a invasão do apartamento da avó de Neto e viúva de ACM, Dona Arlete Magalhães, uma verdadeira dama da sociedade baiana, motivo porque a atitude foi considerada uma agressão, gerando uma onda de revolta até nos adversários do carlismo. Tereza e César alegavam ter sido impedido de fazer um inventário nos bens guardados no imóvel.
Mas um detalhe não passou despercebido em todo o episódio: o sobrenome da juíza que autorizou a ação. Tratava-se de Fabiana Pelegrino, mulher do deputado federal Nelson Pelegrino (PT). Por mais que o petista proclamasse a independência do juízo da mulher, os Magalhães nunca engoliram sua versão. Muita água rolou debaixo da ponte até Neto se eleger prefeito, em 2012, mas a OAS permaneceu na lista negra do prefeito.
Na campanha ao governo de Paulo Souto (DEM), em 2014, da qual Neto foi um dos coordenadores, provavelmente em algum momento de dificuldade de arrecadação, o prefeito teria deixado escapar, durante um almoço descontraído num imóvel bem decorado de frente para a Baía de Todos os Santos, que não esperassem contar com a ajuda da OAS. E complementado que, se dependesse dele, em seu governo, a empreiteira não pegaria uma obra sequer.
Depois que Neto deixou o recinto, alguém explicou que o rompante devia-se a um sentimento de revolta do prefeito com o comportamento da OAS na campanha em que venceu a eleição. O prefeito tinha certeza, por exemplo, que o apoio do radialista Mário Kertész, então candidato do PMDB, a Pelegrino, no segundo turno, fora fechado numa reunião no escritório da empreiteira no Rio de Janeiro, na presença do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, condenado na Lava Jato, como revelou ontem gente sua à coluna Radar Online.
 

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