Reportagem Especial: Chorrochó, blogs e dever de informar

21/09/2015 11:43

       

       

  Os meios de comunicação têm o dever de informar, mas informar com responsabilidade. Faz parte desse dever, em primeiro lugar: a verdade incontestável da notícia, a confiabilidade do órgão, a checagem do fato noticiado e, quando necessário, a preservação do sigilo das fontes.  Mas, sobretudo a ética, que advém do dever profissional de quem informa.    

                            A livre manifestação do pensamento é um preceito constitucional inafastável. Todos sabem. Entretanto, eventuais excessos são avaliados e punidos, se for o caso, após regular processo judicial. E somente mediante apreciação do Poder Judiciário.

                            Nesta seara do dever de informar - e informar bem - ainda existe o direito de resposta, segundo o qual a pessoa que se acha ofendida tem o direito de exigir do órgão de imprensa a correção, no mesmo espaço, de eventuais erros e distorções que possam destoar da verdade e tenham ocasionado danos à moral de quem se entende ofendido.

                            Em Chorrochó, os blogs Chorrochó em Foco e Chorrochoonline vêm enfrentando, já há algum tempo, um problema pequeno, simples de resolver, mas que vem persistindo na região: a omissão do crédito das fontes em notícias veiculadas, embora em casos isolados, eventuais. Mais simples ainda é entender que a identificação da fonte é fundamental para dar credibilidade à informação e definir responsabilidades. Ou seja, é bom para todos e não faz mal a ninguém.  

                            A imprensa é livre. E essa liberdade pressupõe o afastamento e o repúdio de quaisquer pressões de pessoas, autoridades ou grupos políticos. Omitir um fato do conhecimento público apenas porque pode ferir suscetibilidades de algumas pessoas ou segmentos sociais não faz parte dessa liberdade. Seria apequenar a grandeza do direito à informação.

                            Todavia, é preciso cuidado e responsabilidade ao noticiar fatos supostamente verdadeiros. A imprensa que pretende ser livre não pode noticiar com base em “ouvi dizer”, “me disseram” ou “me passaram isto como verdade”. É preciso checar, ouvir todos os lados envolvidos, confirmar, aparar arestas e os excessos da notícia para depois publicá-la com segurança.

                            Talvez por se tratar de um campo novo para muitos blogueiros, alguns se precipitam em noticiar fatos bizarros, publicar fotos catastróficas, até de pessoas mutiladas em acidentes. Isto não é o cerne da informação, que é mais séria, nobre, responsável. Informar um acidente não significa mostrar o acidentado esfacelado. A notícia é mais do que isto.        

                            Os tropeços da vida já são suficientes. Nem sempre as pessoas querem ver imagens gritantes, tristes, cruéis. Ninguém quer ver seus entes queridos em situações vexatórias, mesmo depois de mortos. Ninguém quer ver notícias que enxovalhem parentes próximos, mormente quando são duvidosas e não bem esclarecidas.                           

                            Todavia, vale aqui uma observação não menos importante. Quando a notícia se baseia em documento público, emitido sob a chancela de autoridade e interessa à sociedade, a mera publicação não pressupõe juízo de valor. Ou seja, o órgão que a noticiou, desde que tenha checado a procedência e a fonte, apenas estará cumprindo o seu dever de informar.

                            Em resumo: quem se propõe a lutar em benefício da sociedade através de seus meios de comunicação, não pode abandonar alguns princípios básicos, dentre esses: informar com seriedade, bom senso, independência e responsabilidade.

                           

  araujo-costa@uol.com.br  

 

www.chorrochoonline.com

Informação entrtenimento cultura e política

Fonte: Blog do Walter Araújo


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