Seagri solicita à Conab mais milho para comercialização a preço subsidiado

11/09/2013 12:46

                 Imagens da Unidade Armazenadora de Chorrochó-Bahia

 

Em decorrência da gravidade do período de estiagem, que se prolonga na Bahia, o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, encaminhou ofício ao presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rubens Rodrigues, solicitando a continuidade da comercialização de milho, por intermédio do Programa de Vendas em Balcão. 

“Os produtores rurais baianos ainda sentem os efeitos da pior seca da história da Bahia, que gerou prejuízos incalculáveis, notadamente para a agropecuária estadual. É preciso dar continuidade à venda de milho a preço subsidiado nos armazéns, para ajudar os produtores e criadores que convivem com a falta de alimento para o rebanho”, argumenta o secretário no documento.

Na pecuária, segundo Salles, a situação dos criadores é de extrema gravidade, porque, além de estarem descapitalizados devido à perda de grande parte do rebanho, tiveram também suas pastagens degradadas ou dizimadas pela seca. “Mesmo que ocorra a normalização dos índices pluviométricos, no próximo período chuvoso, previsto para iniciar a partir novembro ou dezembro, a melhoria da capacidade de suporte das pastagens não acontecerá de forma imediata, essa recuperação levará meses”.

Polos emergenciais

Para facilitar o acesso dos produtores aos armazéns permanentes da Conab em Entre Rios, Ribeira do Pombal, Santa Maria, Itaberaba Chorrochó e Irecê, o governo estadual, em parceira com as prefeituras e a Companhia, implantou polos emergenciais distribuídos em diversas regiões do Estado. Atualmente, a Bahia já dispõe de 27 polos distribuídos em diversas regiões do estado.

De acordo com Salles, é necessário assegurar o abastecimento do milho nas cinco unidades armazenadoras permanentes da Conab, que estão em Entre Rios, Irecê, Itaberaba, Ribeira do Pombal e Santa Maria da Vitória. Também nos doze polos implantados emergencialmente, em parceria com o Governo do Estado, geridos pela Companhia em Bom Jesus da Lapa, Guanambi, Chorrochó, Conceição do Coité, Euclides da Cunha, Feira de Santana, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paramirim, Ponto Novo e Seabra. Além disso, nos seis polos que têm gestão assumida pelo Governo do estado, enquanto houver disponibilidade do milho doado pelo governo federal, localizados em Amargosa, Baixa Grande, Maracás, Paulo Afonso, Remanso e Vitória da Conquista.

O milho subsidiado está sendo vendido ao preço de R$ 18,12 a saca de 60 quilos, até três mil quilos. Acima dessa quantidade até seis mil quilos, o criador paga R$ 21 por saca. Parte dos recursos oriundos da comercialização será destinada ao custeio de logística - transporte, armazenagem, impostos e ensacamento - e à compra de volumosos (outros tipos de ração) para complementar a alimentação dos rebanhos de agricultores familiares, a exemplo de mucilagem do sisal, feno, palha de milho, entre outros produtos.

 

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Fonte: Secretária Estadual de Agricultura

 


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