Seca e falta de chuva revelam limites do Rio São Francisco

15/01/2014 00:15

Redação
Tribuna Hoje

 

A Bacia do São Francisco tem um peso significativo na geração de energia elétrica do país. É responsável por 12% de toda a capacidade hidrelétrica e por 22% da produção nacional de energia, e ainda opera com muito potencial, segundo a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Mas o rio está perdendo força.

A estiagem na região de sua nascente, na Serra da Canastra, município de São Roque, em Minas Gerais, e nos seus afluentes ao longo dos cinco estados (entre eles Alagoas) e dos 504 municípios que banha, reduziu o nível de água e obrigou a Companhia a diminuir, de maneira controlada há quase um ano, a corrente do rio no intuito de acumular água na Barragem de Sobradinho, na Bahia, maior lago artificial do mundo com um reservatório de 320 quilômetros de extensão e capacidade de armazenar 34 bilhões de metros cúbicos de água.

A medida vem prejudicando atividades como a pesca, irrigação, distribuição de água e ameaçando a própria vida do Velho Chico, principalmente na região do Baixo São Francisco, que compreende os estados de Alagoas e Sergipe, segundo defendem estudiosos.

“A operação da barragem é que determina o regime das águas no Submédio e Baixo São Francisco. Como nós tivemos uma estiagem prolongada com a seca e falta de chuva, desde março de 2013, o setor elétrico solicitou à Agencia Nacional de Águas permissão para reduzir a vazão regularizada e teve permissão. Eles diminuíram a corrente de água. Soltam menos água, para melhorar o volume útil do reservatório. O lago de Sobradinho chegou no começo do ano passado com um volume de 21% do valor total, esse valor é considerado crítico”, explicou o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda.

Dessa forma, a vazão do rio, que antes da construção das hidrelétricas de Paulo Afonso, na década de 50, era de dois mil metros cúbicos por segundo, diminuiu quase pela metade, caindo para menos que a mínima permitida pelos órgãos gestores dos recursos hídricos do país, que é de 1.300 metros cúbicos por segundo.

O presidente do Comitê alerta para a importância de se começar a investir em novas formas de produção de energia elétrica. Segundo ele, a tendência é de o quadro atual piorar no futuro.

“A máxima [vazão] regularizada é 1.800, é o ideal. Essa é a pior redução desde 2001 quando o reservatório chegou em torno de 20% da capacidade total. De lá pra cá, o bloqueio da corrente já foi praticado umas quatro vezes e a tendência é se repetir, então é importante pensar numa outra forma de geração de energia. Tem que investir mais em energia eólica, solar, em outras alternativas pra evitar que a gente entre numa situação de colapso”, alertou.
 

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