TERCIO RAMOS FALA DA ECONOMIA DO MUNICIPIO, SEUS PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS

16/08/2015 23:34

 

CHORROCHOONLINE ENTREVISTA

           TÉRCIO RAMOS

 

PONTOS NEGATIVOS:

Tercio Ramos disse que a economia da região ta um gargalo, um gargalo da violência.

A BR 116 é um seleiro de progresso por que nos teríamos a capacidade de ter no mínimo cinco postos de gasolina cada um gerando  em torno de 100 empregos sem falar em outras empresas que poderiam agregar valor a BR 116 que passa hoje em torno de 3 mil veículos por dia. Mais em função da violência e dos assaltos  continuados e repentinos muitos empresários e grandes empresários não querem investir na região devido a violência então na verdade nos teríamos que fazer um trabalho  educacional familiar com o apoio das igrejas das escolas da prefeitura as associações mostrando a nosso povo que cada assalto praticado é uma empresa que deixa de vim para o município, então na verdade ele deve saber que quando ele comete um crime ele ta tornando a região dele mais pobre,  e também temos que mostrar os jovens que o consumo é baseado no trabalho e quem não ta produzindo tem que diminuir o consumo.  Então na verdade nos temos no Brasil um consumo baseado na ociosidade que gera violência,  por outro lado nos temos a questão da seca que dificulta a produção por não te chuvas constantes, então precisamos urgentemente da barragem do careta , principalmente agora por que o rio lá na Barra do Tarrachil cedeu a vazão em torno de 4 km diminuído a capacidade de produção,  na verdade um  exemplo:  temos que fazer e cobrar a barragem do careta com mais firmeza e determinação por que  se o rio vir a secar nossa única alternativa de água é a barragem do careta e  além de ser a única alternativa, construída você aumenta a capacidade de produção da região por que o riacho grande vai ser permanente não v ai ser mais temporário.

 

PONTOS POSITIVOS:

Por outro lado o lado positivo nos temos um povo bom herdeiro e temos muitas terras disponíveis para a produção, a BR 1116 o Rio São Francisco o processo da CHESF que eu ajudei com outras pessoas de Barra do Tarrachil. Então esse processo sendo desenrolado nos teremos um projeto de irrigação na Cacimba do São Gonçalo que geraria em torno de 2000 empregos, nossa região precisa desses projetos por que nos vivemos de viver exclusivamente dos aposentados do bolsa família bolsa pesca, prefeitura e na verdade isso são programas, nos temos que ter renda de acordo com a produção por que com a produção você gera emprego para os jovens e o aposentado é renda mais já no final da vida.

 

EDUCAÇÃO:

Outra coisa é estimular a educação por que Chorrochó no banco hoje tira dinheiro de aposentado em torno de 5 mil aposentados 99% tem três consignado então ele perde a capacidade de renda isso é o papel da escola e do planejamento pedagógico colocar a matéria que fale de juro para ensinar ao jovem que  tomar dinheiro emprestado a 20%  ele vai perder a capacidade de investimento e vai se complicar mais na frente.

Então quando nos associarmos a educação o conhecimento com a produção estimular pequenas fabricas tipo fabrica de bola, fabrica de doce de São José, fomentar e qualificar a associação de pescadores de Barra Tarrachil para produzir rede trabalhar a questão do peixe, fomentar associação de Chorrochó  para produzir e vender o bode, então temos que  qualificar o mercado  e associar a produção da comunidade.

 

SOBRE A FABRICA DE DOCE DE SÃO JOSÉ?

Fabrica de doce no são Jose é uma questão cultural quando eu fui para Uauá para você ter uma ideia a maioria das pessoas na sabe que a cada doce de cafofca produzido é um pé de umbuzeiro que morre, então na verdade o doce de umbu lá em Uauá ele foi desenvolvido para que as pessoa deixasse de fazer o doce de cafofa e passasem a produzir o doce do fruto de umbu. Então na verdade a fabrica de doce de são Jose ela teve três empecilhos para funcionar

1 Tava longe da água;

2 Não trabalhou a conscientização das pessoas;

3 Não qualificou o administrativo para fazer a compra dos frutos do umbu e a sociedade não achou isso importante para  comprar o doce produzido;

Ou seja, na verdade não é simplesmente você fazer a micro empresa,  uma prefeitura moderna hoje ela tem que ter a secretaria de empreendedorismo fomentar as pequenas fabricas dar assistência para que ela ande com as próprias pernas, mais se você  simplesmente fomenta a criação de uma micro empresa e não da assistência o  que vai acontece as pessoas são muito comodistas elas não tem o perfil comunitário coletivo cooperativista.

A Bahia toda a economia cooperativada não chega nem a 10% e na verdade você que é de Chorrochó sabe que a maioria das associações que foram tirar dinheiro no banco do nordeste elas tinham um dono. Então ela não era das pessoas nos temos essa dificuldade de trabalhar na coletividade e a fabrica de São Jose que não deu certo é pelo individualismo do sertanejo, o sertanejo deve ser educado para saber que tem que trabalhar na coletividade por que se não trabalhar na coletividade as pequenas fabricas nunca vão ter sucesso, então na verdade a maioria das ideias que foram produzidas na nossa região elas ficam para trás por causa do individualismo, veja a questão da produção de cebola em Barra e região você não tem uma cooperativa para vender a produção para beneficiar ai você diz a cebola é muito estável ai você vai para Rodelas que é uma das cidades que mais produz coco no Brasil mais você não tem uma cooperativa para não vender só o coco por que o coco em si ele tem pouco valor agregado mais você poderia beneficiar o coco para fazer estofado de carro lenha para a cerâmica para não desmatar por que o coco seco ele produz, fazer doce de coco para fazer água de coco. Então na verdade hoje o prefeito tem que fomentar isso.

É inadmissível hoje uma cidade como Abaré, Macururé, Rodelas e Chorrochó hoje não ter no seu quadro  e não fazer concurso para veterinário e agrônomo.

 

A SECA:

Nos  temos a questão da seca é muito difícil criar na seca. No Rio Grande do Sul eles lá tem a questão do frio eles lá eles passam seis meses sem produzir nada, mais esses seis meses que eles não conseguem produzir, eles armazenam alimentos. Então aqui quando chega a chuva todo mundo vai fazer requeijão vai para a fazenda, mais ninguém se preocupa em armazenas o capim,  palma, folha fazer o cílio fazer o feno para enfrentar a seca na verdade  nos comemoramos com alegria as chuvas mais não nos planejamos para a seca, então na verdade nossa pobreza é mais falta de conhecimento do que necessariamente a natureza.

 

VOLTANDO A EDUCAÇÃO

Se você pergunta a um adolescente da região quem descobriu o Brasil? Quem descobriu a America?  Proclamação da Republica? Todos vão saber. Agora quando você pergunta por que existe seca? Por que existe fome?  A maioria não vai saber por que no curriculum educacional nos não estudamos nossa história, e quem não estuda a sua historia não estuda os nossos problemas, se não estuda seus problemas não vai encontrar a sua solução. Nós temos que aplicar na educação no planejamento educacional a historia regional local associado no dia a dia da historia educacional do homem.

 

TURISMO RELIGIOSO

A prefeitura de Chorrochó e as outras da região ainda não se atentaram a parte cultura turística e o desenvolvimento regional.

Na verdade Chorrochó, ela precisa de um intercambio produtivo cultura e religioso a maioria das pessoas que nasceram em Chorrochó sabe que a igreja foi Antonio Conselheiro que fez. É uma igreja bonita linda e histórica, mas as pessoas que vão a Canudos precisa vim a Chorrochó e quantas pessoas já vieram a Chorrochó conhecer a igreja,  pouquíssima por que nos não fazemos disso  o cartão postal.

Outra coisa é o Rio São Francisco e na verdade chorrochoenses  nossa dificuldade de desenvolvimento é falta de conhecimento  cooperativismo.

 

“NOSSO PROGRESSO DEPENDE DO DESENVOLVIMENTO E DO COMPROMISSO DE CADA CIDADÃO.” Tércio Ramos

 

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