UAUÀ: Por falta de recursos, prefeito Olímpio propõe entregar prefeitura a presidente Dilma

14/07/2014 12:36
 

Na última sexta-feira (11), funcionários da prefeitura municipal de Uauá, Bahia, estiveram no gabinete do prefeito Olímpio Cardoso (PDT) acompanhado pelo presidente do Sindicato da categoria, Antonio Marcos  para  solicitar a regularização da data de pagamento da categoria.

“Estou recebendo reclamações por causa do Governo Federal devido a falta de condições em honrar com nossas obrigações. Todos os meses a receita está diminuindo e não sabemos mais a quem recorrer. Hoje mesmo temos um valor de recursos depositado em banco que é para pagar salários mas não temos a minima condição de fazer outra coisa”, lamentou o prefeito Olímpio.

Para o presidente do sindicato da categoria, Antonio Marcos, é necessário redução do quadro de funcionários contratados. “Isso é preciso para que não complique a situação dos efetivos”.

Por sua vez, o secretário de finanças, Silvio Romero concordou com a sugestão mas alertou para possíveis consequências. “Estamos com dificuldades para demitir em áreas essenciais a exemplo do Hospital Municipal onde não temos funcionários efetivo que queira ocupar a vaga. Caso o funcionamento desses setores sejam afetados teremos problemas com a população e a justiça”.

Atraso de salário

Hoje parte do funcionalismo está com salários atrasados. O valor do repasse foi inferior a previsão feita pela administração municipal. Uma parte dos funcionários da saúde já foi pago, outra parte está sendo pago esta semana. “O dinheiro se encontra depositado em uma agência bancária e não sabemos do motivo que não foi depositado em conta. Com isso ficará uma outra pendencia que será resolvida assim que chegar outro repasse”, informou Romero.

Mais complicações

Segundo levantamento da reportagem do AP, está previsto para o dia 20 deste mês, o município receber um repasse no valor de R$ 116 mil, sendo que desse valor a prefeitura é obrigada a repassar para a Câmara de Vereadores ( a título de duodécimo) R$ 121 mil.  Mesmo com valor inferior, outros setores serão sacrificados a exemplos da saúde, educação e infraestrutura. “O valor estipulado nunca chega causando mais problemas para o gestor que deixa de honrar com os compromissos. Somos obrigados a esperar que entre outros recursos extraordinários”, lamenta Romero.

De julho para dezembro aumenta a redução de receita em todos os municípios do país, mas existe regiões onde a situação é mais grave a exemplo do norte baiano. “Nesta época eu não sei o que vou fazer, a situação é tão dramática que os municípios não podem fazer planejamento porque não sabem quanto vai ser repassado”, informa o prefeito Olímpio.

Situação no hospital municipal

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Lélio Andrade Junior, diretor do Hospital Municipal

Segundo o diretor do hospital municipal, Lélio Andrade Junior é impossível reduzir o quadro de contratados na unidade. “Não existe a minima condição, mesmo porque não se pode ultrapassa a carga horária de 144 horas, e caso eu coloque um efetivo para assumir a vaga enfrentarei problemas com a Justiça do Trabalho. A situação está desconfortável que hoje temos, apenas, duas pessoas trabalhando no hospital na área de serviços gerais, quer dizer, não posso demitir”, lamentou.

Carta à presidente

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Prefeito Olímpio Cardoso enfrenta problemas provocado pelo Governo Federal

Sentindo sufocado, o prefeito decidiu enviar três cartas para a Presidente Dilma Rousseff apresentando as dificuldades que vem enfrentando. Esta semana ele estará elaborando outro documento informando que está disposto a entregar as chaves da prefeitura ao Governo Federal para que administre. “Estou sendo forçado a fazer isso, nunca pensei enfrentar um problema tão grave em minha vida. Já fui prefeito por duas vezes chegando a construir escolas, prédio da prefeitura, garagem, estradas, pagava os compromissos em dia e hoje me vejo nesta situação de humilhação sendo cobrado por uma coisa que não tenho condições de pagar.  Espero terminar o mandato para entregar o cargo”.

Homem de palavra

Preocupado com a contratação de serviços para o município que estão em pendencias, o prefeito afirmou que está determinado e desfazer de um de seus imóveis para honrar pagamento. “Eu vou pagar todas as pessoas nem que seja com recurso próprio, mesmo porque não aceito cobrança”.

No dia 15 de julho haverá mais um encontro de prefeitos do país que estão reivindicando a aprovação da PEC 39 que aumenta em 2%  o repasse para as prefeituras. Até o momento, a presidente Dilma vem empurrando com a barriga o sofrimento dos gestores municipais.

Além de Uauá, outros municípios estão enfrentando o mesmo problema a exemplo de Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado, Sobradinho, Curaçá, Remanso, Campo Alegre de Lourdes, Canudos, Senhor do Bonfim, Campo Formoso e Juazeiro.

 

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Fonte: Blog do Fornésio

 


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