Valdemiro Santiago abre processo contra o grupo Band e pede indenização milionária

09/11/2013 19:56
Valdemiro

Valdemiro vai à justiça contra a Band (Foto: Reprodução)

De acordo com o jornal “Brasil Econômico”, a Igreja Mundial, do apóstolo Valdemiro Santiago, decidiu entrar com uma ação na Justiça contra o Grupo Bandeirantes de Televisão, que é proprietário do Canal 21. O motivo  é a rescisão unilateral de um contrato de compra e venda com a emissora, segundo seus advogados. O Canal 21 transmitia, até a meia-noite da última quinta-feira (07), a programação religiosa da igreja, 23 horas por dia. A Mundial quer R$ 200 milhões de indenização.

A igreja de Valdemiro, que é uma dissidência da Universal , do bispo Edir Macedo, pagava R$ 8,5 milhões ao mês ao grupo Band. Mas atrasou pagamentos e a dívida chegou ao valor de R$ 21 milhões. A Universal, concorrente direta, entrou no negócio, pagou mais e desbancou o apóstolo Valdemiro. A programação religiosa deveria continuar a ser veiculada até a conclusão de uma auditoria.

Na quinta-feira (07), a empresa WS Music, que também é de propriedade de Valdemiro, que oficialmente detém o contrato de compra e venda com a Rede 21, notificou a Band, por meio de seus advogados, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e Miguel Pereira Neto, sobre a quebra contratual do negócio envolvendo as duas empresas. Há cerca de 10 dias, a emissora havia informado oficialmente a Mundial sobre a “inadimplência” contratual.

Kakay, contratado por Valdemiro, é conhecido como “o advogado de todas as causas”. Defende o cantor Roberto Carlos e já atuou em casos polêmicos em favor de famosos como Duda Mendonça (no mensalão), Marconi Perillo, Demóstenes Torres e Carlos Cachoeira.

Do outro lado, a Band justifica a rescisão do contrato com a inadimplência, mas a WS contesta e aponta “além de vários outros itens contratuais ilegais constatados como, por exemplo, a existência de um terceiro sócio na Rede 21 (TV Cidade)”, a falta “de prestação de contas sobre despesas administrativas”. Os advogados disseram que a rescisão do contrato “deve-se a interesses financeiros e comerciais, envolvendo outra empresa que estaria interessada no canal”.

Em comunicado, a A WS diz que irá ingressar com medida judicial contra “as condutas arbitrárias” do Grupo Bandeirantes, “dentre as quais a interrupção abrupta da programação da TV Mundial, bem como irá cobrar todos os danos experimentados em razão das atitudes praticadas”. A assessoria do grupo Bandeirantes informou que não comenta sobre esse assunto. Procurado, o vice-presidente da Band, Paulo Saad, não foi encontrado.

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