Exército determina que militares se vacinem contra a covid e não compartilhem fake news

07/01/2022 00:10

Registro de atividade do Exército Brasileiro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Militares terão que comprovar vacinação contra a covid-19

Recomendação está em documento do Exército

Demais medidas sanitárias também são detalhadas

Para o retorno das atividades presenciais de militares, o comando do Exército divulgou uma série de orientações como a necessidade de comprovação da vacinação contra a covid-19. A informação sobre o documento, assinado pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, foi divulgada pela TV Globo.

Além da imunização, as recomendações incluem medidas sanitárias como uso de máscara, distanciamento social e o não compartilhamento de fake news sobre o vírus. O primeiro caso de coronavírus confirmado no Brasil ocorreu no início de 2020, quando as medidas começaram a ser recomendadas por especialistas e adotadas por governantes.

O documento possui 52 recomendações como a que determina que aqueles que voltarem de viagens internacionais, ainda que estejam sem sintomas de covid, deverão fazer o teste PCR até 72 horas antes do embarque.

Caso sejam dadas informações falsas, os militares e servidores do Exército estarão sujeitos às sanções penais e administrativas previstas em lei.

Outro ponto de destaque é a orientação para que os militares chequem as informações antes de postá-las nas redes sociais para evitar o compartilhamento de notícias falsas que prejudicam o enfrentamento à covid-19. O documento diz que os familiares dos militares devem ser orientados da mesma forma.

Grande parte das recomendações, vão na contramão do que defende o presidente Jair Bolsonaro e chamam a atenção porqueentidades que representam os militares defenderam em 7 de Setembro, por exemplo, que eles tivessem o direito de participar das manifestações ainda que tivessem teor antidemocrático.

À época, em meio à polêmica sobre a participação de policiais militares nas manifestações marcadas para o dia 7 de setembro, a maior entidade representativa da categoria autorizou que cada regional decidisse qual seria a orientação. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo.

 
 

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