Juiz do TJBA é preso por ligação com esquema de venda de sentenças; magistrado tinha vida de luxo

24/11/2019 14:16

Um juiz da 5ª Vara de Substituições da Comarca de Salvador foi preso ontem (23) suspeito de integrar um esquema de venda de sentença em processos sobre grilagem de terras no oeste da Bahia. Sérgio Humberto de Quadros Sampaio se encontrava afastado de suas funções desde a última terça-feira (19/11) e ostentava uma vida de luxo com sua esposa na capital baiana. O mandado de prisão é do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, dentro da Operação Faroeste. A investigação levou ainda ao afastamento do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Gesivaldo Nascimento Britto, e dos desembargadores José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e Maria do Socorro Barreto Santiago, além da juíza de primeira instância Marivalda Almeida Moutinho. Segundo as investigações, o juiz Sérgio Humberto Sampaio havia sido designado pela desembargadora Maria do Socorro para atuar na Comarca de Formosa de Rio Preto com o ‘propósito de fazer cumprir, com velocidade incomum’, as ações ajuizadas pelo borracheiro José Valter Dias. O magistrado recebeu guarida do presidente do TJBA, mesmo sendo lotado em Salvador, com o fim de ‘manter a operação‘. O Ministério Público aponta que Sérgio Sampaio ‘reavivou ações paralisadas há décadas‘ com o objetivo de levar as partes envolvidas no processo de transferência de terras para José Valter Dias a um acordo de conciliação idealizado por Adailton Maturino, empresário que se identificava como cônsul de Guiné-Bissau e suposto idealizador do esquema. Relatórios de movimentação bancária e levantamento dos bens do juiz mostram que ele vivia uma vida luxuosa em Salvador. Em nome dele e de sua mulher estão um Porsche Cayenne, uma Harley Davidson FXSB e uma Mercedes Benz C180 Turbo. “Além do fato de residirem em luxuosa residência em um dos condomínios soteropolitanos em que o preço dos imóveis tem, como média, o valor de R$ 4,5 milhões e cujo aluguel varia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil mensais“, acusa a procuradoria. (Com informações do Estadão Conteúdo)


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!