Rui Costa: em meio a crise, nasce um líder nacional

24/03/2020 13:46
 
A região mais carente do Brasil, o Nordeste, já a algum tempo vem demonstrando que não é mais o patinho feio da nação. Foi aqui que a maioria esmagadora dos eleitores disse “não” ao então candidato Jair Bolsonaro. Hoje presidente. Também é aqui que os governadores eleitos em sua totalidade vêm trabalhando para resolver, coletivamente, os problemas da região. Para isto, eles criaram o consorcio do Nordeste em julho de 2019 que é responsável, entre outras coisas, de realizar compras coletivas, diminuindo o valor dos produtos adquiridos.
 
Essa foi uma ideia concebida pelos Governadores, entre eles Rui Costa, em reunião que aconteceu que acontece em março do mesmo ano no estado do Maranhão. Dentro do movimento, ele capitaneou para si a presidência do consórcio, tornando-se a liderança principal da esquerda na região.
Foi a partir da criação do consórcio do Nordeste que os governadores puderem coletivamente enfrentar o governo federal, que dava mostras de que a região não era uma de suas prioridades. Juntos, eles foram a Alemanha em busca de investimentos. Juntos eles foram ao Superior Tribunal Federal contra o corte do Bolsa Família e ganharam. Juntos e sob a liderança de Rui Costa, os governadores estão enfrentando a maior crise na saúde dos últimos 50 anos.
 
E é neste momento de crise que o governador da Bahia, Rui Costa, aparece ainda mais.
 
Percebendo que a crise na saúde pública viria, caso não se mobilizassem para o enfrentamento do COVID-19, e vendo as declarações publicas do presidente Bolsonaro que hora, chama de “gripezinha”, hora chama de “alarmistas” os que estão buscando se antecipar aos problemas que viram com a pandemia e ainda diz que “o povo saberá que foi enganado”, em ataque direto aos governadores que estão fazendo o que ele deveria fazer, Rui lidera o enfrentamento com ações e quando preciso, com declarações em defesa das ações que estão sendo tomadas.
 
 
Na Bahia o governador já mandou, suspender por 10 dias “desde sexta-feira (20 de março), a circulação, saída e chegada de qualquer transporte intermunicipal rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans, nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Porto Seguro, Prado, Lauro de Freitas, Simões Filho, Vera Cruz e Itaparica. Na mesma data, também foram suspensos ônibus interestaduais no território baiano.”
 
Ele também, por decreto, mandou proibiu qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans, nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Guanambi e Vitória da Conquista, Correntina, Entre Rios, Santa Maria da Vitória, Brumado, Jequié, Conceição do Jacuípe e Juazeiro. Os mesmos serviços foram suspensos nas cidades de Camaçari, Itabuna, ilhéus e Itacaré, desde sábado (21 de março).
 
Suspendeu também por 10 dias, desde 20 de março, as travessias marítimas diárias entre Salvador x Morro de São Paulo, Salvador x Barra Grande e Salvador x Madre de Deus, e vice-versa.”
 
 
Requisitou para reforçar o atendimento dos pacientes e o combate ao coronavírus (Covid-19) o prédio do antigo Hospital Santa Clara, em Salvador. O antigo Hotel Riverside, adquirido pelo estado em 2019, será utilizado para atender pacientes de baixa complexidade. Conseguiu com o Esporte Clube Bahia o Centro de Treinamento Osório Villa Boas (Fazendão) para o tratamento de pacientes que não precisam de tratamentos complexos. Encaminhou mensagem à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), no dia 20 de março, solicitando declaração do estado de calamidade pública, com efeitos até 31 de dezembro de 2020. Suspendeu por 30 dias, a partir do dia 19 de março, em todos os municípios baianos eventos com mais de 50 pessoas. Declarou situação de emergência em todo o território baiano. Conseguiu a ocupação temporária do Hospital Espanhol que servirá para utilização durante o período de crise na saúde pública causada pela pandemia. Suspendeu as aulas por 30 dias, desde quinta-feira (19 de março). Estabeleceu a medição da temperatura das pessoas que chegam ao estado pelos aeroportos, rodoviárias de Salvador e de Feira de Santana, e rodovias federais que dão acesso, principalmente, aos passageiros que vêm de São Paulo e Rio de Janeiro. Foram instalados postos avançados na BR-116, BR-101 e na BR-242, que ligam a Bahia ao centro-oeste do país. Caminhões e ônibus são parados para que a medição da temperatura dos passageiros seja realizada.
 
 
Diante do vácuo deixado por Bolsonaro, que abdicou de liderar o país no enfrentamento da crise na saúde, quem vem se destacando é o governador da Bahia. Liderados por Rui, mais uma vez, os governadores do Nordeste tomaram a iniciativa, depois que o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, atacou a China ao chamar o Covid-19 de vírus Chinês. Eles se reuniram com o embaixador Yang Wanming.
 
Os governadores do Nordeste pediram ajuda para o enfrentamento ao coronavírus. Na carta entregue eles solicitam o envio de materiais médicos, insumos e equipamentos. Prioridade para os leitos de UTI e de respiradores. Eles já receberam uma resposta positiva por parte do embaixador Chinês, que disse que fara esforços para seus pedidos sejam atendidos.
 
Um dia, e já faz muito tempo, o meu amigo Emiliano José, ex-deputado estadual na Bahia pelo Partido dos Trabalhadores e professos de Universidade Federal da Bahia me disse, “na política não há espaço vazio”.
 
Rui Costa vem se destacando por mérito próprio e do trabalho dos governadores do Nordeste em uma liderança nacional de destaque. Dessa crise, com toda certeza, teremos uma liderança consolidada. E com diz o adágio popular, “é na hora da onça beber água” que se conhece o homem.
 
 
Chorrochoonline
Via: Dimas Roque

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