Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia de até 90%, diz laboratório

23/11/2020 09:06

Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia de até 90%, diz laboratório |  Vacina | G1

 

Eficácia maior foi vista com dose menor; análise foi feita depois de 131 casos da doença entre os voluntários. Não houve nenhum caso grave da doença entre os que tomaram a vacina.

 
 
A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca mostrou eficácia de até 90% conforme a dosagem, segundo resultados preliminares divulgados nesta segunda-feira (23). Os dados ainda não foram revisados por outros cientistas nem publicados em revista científica.
A vacina teve 90% de eficácia quando administrada em meia dose seguida de uma dose completa com intervalo de pelo menos um mês, de acordo com dados de testes no Reino Unido e no Brasil. Esse foi o regime de menor dose – o que foi um ponto positivo para os pesquisadores, porque significa que mais pessoas poderão ser vacinadas.
 
Se administrada em 2 doses completas, a eficácia foi de 62%.
 
A análise que considerou os dois tipos de dosagem indicou uma eficácia média de 70,4%.
 
O chefe da pesquisa da vacina, Andrew Pollard, disse estar otimista que a resposta imune gerada pelo imunizante dure pelo menos um ano.
 
Foram registrados 131 casos da doença entre os voluntários: 101 entre os que receberam o placebo (substância inativa) e 30 entre os que receberam a vacina. Não houve nenhum caso grave da doença entre os que tomaram a vacina.
 
A AstraZeneca pretende ter 200 milhões de doses prontas até o fim de 2020 e 700 milhões de doses até o fim do primeiro trimestre de 2021, em todo o mundo.
 
A vacina pode ser armazenada, transportada e manuseada em condições normais de refrigeração (entre 2°C e 8°C) por pelo menos 6 meses. (É uma vantagem em relação à candidata da Pfizer, que precisa ser armazenada a -70ºC durante o transporte, e da Moderna, que precisa ficar a -20ºC)
 
 
Os dados foram vistos depois de analisar mais de 24 mil voluntários de ensaios no Reino Unido, Brasil e África do Sul, com acompanhamento desde abril.
 
"A se confirmar isso, porque essa é uma análise interina ainda, a gente tem um cenário bastante favorável: primeiro, porque você não precisa de uma dose inteira – o que significa que, com essa meia dose, de uma dose inteira você pode dobrar a capacidade de proteção", avaliou o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da USP.
 
A taxa de eficacia representa a proporção de redução de casos entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.
 
 

 


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